Resenha: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak




Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 384 Páginas

Avaliação: ★★★★★ e ♥
Ótimo - se pudesse o lia de novo, tipo, agora; E Favorito


Sinopse
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times". Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.


O que mais posso falar se a sinopse já é uma bela resenha? Bem, não há como não comparar a um de meus primeiros livros "Pollyanna". Liesel vê tudo de um jeito único e inspirador, ela passa por TANTA coisa e sempre vê o melhor de tudo. Chega a um ponto que fica inimaginável colocar-se na situação dela. O livro é sarcasticamente narrado pela "Morte", uma velha amiga de Liesel que está sempre a observá-la. Nem por um momento a narradora esconde as melhores e as piores partes do livro. Assim que você descobre o que vai acontecer em breve, fica se torturando até tal coisa acontecer. Foi isso que me fez ler o livro rápido.
Como foi meu primeiro livro (e ainda não estudei isso na escola) que se passa na 2º Guerra Mundial ele me deixou realmente chocada, nunca havia ouvido alguém se referir aos Nazistas com tanta personalidade. Os personagens são maravilhosos, são interessantes, engraçados, simplesmente adoráveis. A filosofia geral do livro é maravilhosa, como se tivesse sido tirada da minha própria cabeça!
Não me arrependo nenhum pouco de ter gastado meus últimos R$20,00 na Bienal de SP com ele.

PS: Eu não o recomendo se você:
-For ler em um lugar público (não cometa esse erro!)
-Se odiar tragédias que te deixam com uma sorriso nostálgico no final.
-E se tiver algo contra chorar, pois eu mesma chorei como nunca (desesperadamente) num livro.


Book Trailer:



Beijos, Giovana

5 comentários:

  1. este livro é maravilhoso, vale a pena ler....

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  2. Um dos melhores e mais sensíveis livros que já li.

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  3. Por que não ler em local público,Giovana???

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  4. Concordo com "muito chorável"! Me emocionei muitíssimo !
    Apesar de se passar em uma época triste, a relação dos personagens e a forma de ver a vida/morte, fez desse livro um dos mais especiais.
    :)

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